“Num Sentido Geral” é o novo trabalho da banda juiz-forana
Foi em julho desse ano que a banda Mauloa apresentou o primeiro EP, o “Num sentido geral”. O grupo, como conta os integrantes, surgiu a partir de dois momentos. Um em novembro de 2013, quando Tiago Croce (guitarra) e Victor Sampaio (baixo) se juntaram à um terceiro amigo, o Dedê, para uma apresentação despretensiosa.
Todos os integrantes se revezando entre vilão, cajon e voz, eles perceberam que a banda poderia ter um futuro. Mas só no começo de 2016 que o grupo saiu da “garagem” e foi ganhar Juiz de Fora. Com a entrada do vocalista Mikael Gomes, eles passaram a cantar e tocar músicas que tinham ligação com as referências que os guiava e também começaram a buscar uma identidade própria. O tom e o tempero que Mauloa possui hoje foi agregado com a presença do tecladista Thimy Vieira, Thalles Oliveira na bateria e Pedro Alfeld na flauta.
Mauloa significa “aquilo que é eterno”. O nome surgiu com a pesquisa de Victor e Tiago em um dicionário havaiano, na época em que ambos ouviam esse estilo musical. “Chegamos na palavra Mauloa, que na verdade é escrita separada, mas resolvemos juntar para facilitar. Ela representa nossa proposta, ideologia das letras, músicas e valores que pregamos, diz a banda.
“Num Sentido Geral”
“Num Sentido Geral” é um álbum independente, assim como a banda. Os integrantes destacam que a sinceridade e o fervor de um trabalho artístico possui uma autenticidade que contribui para um resultado positivo, mas afirmam: “Fácil não é”. O grupo se organizou e criou, passo a passo, o produto final que eles gostariam de ver. Arranjos, sequências das músicas, fotos para divulgação e identidade visual, tudo foi minuciosamente pensado, criado e escolhido pela equipe.
Agora, imagina você fazer todo esse processo e arcar com os custos? Sim, esse foi o real desafio para Mauloa. “Corremos atrás de cada centavo, tivemos por sorte uma agenda cheia e pessoas incríveis pelo caminho, o que nos tornou o trabalho possível. Seguimos acreditando ser esse o caminho. É difícil, mas com o tempo e a busca pela informação, percebemos que existem ferramentas e artifícios dispostos à nossas mãos para que todo e qualquer trabalho artístico possa ser bem feito, basta compromisso e ação. É toda essa função que torna o resultado ainda mais sublime e gratificante”, diz a banda. 
                                                                    Ouça:
Pluralidade? Com toda certeza
Cheia de referências, a banda sempre converge no Reggae, que é a base comum. Quem for escutar “Num Sentido Geral” vai perceber a pluralidade dos ritmos, começando em Tosh e chegando a DiMelo, de Bob Marley à Ave Sangria, de Paralamas do Sucesso à Parliament. “Buscamos reconhecer cada um desses terrenos e fazê-los férteis para a nossa criação, o resultado deu no que deu e estamos muito felizes com isso“, completa o grupo.
E Mauloa ainda destaca: “deixamos claro que amamos música jamaicana, mas o que fazemos é música brasileira, com toda a imensidão cultural que isso pode agregar. Deveria soar distinto, porém coerente; diverso, porém característico. Deveria soar Mauloa, honrando as várias referências que nos moldaram”, contam os integrantes.
Influências variadas
Bob Marley, Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers, Os Paralamas do Sucesso, Natiruts, Planet Hemp, The Machine, entre outros. A lista é gigante e diversa, como afirma Victor, que cresceu ouvindo o punk rock, de sublime à rage against. Já Tiago sempre foi assíduo ao reggae e Thimy, nascido e criado no Blues.
“Foi natural harmonizar os gostos musicais em um só trabalho, de forma que as referências se propagaram entre todos nós. E cada um destes gêneros traz em si sentimentos, aprendizados e inspirações. Com isso dá-se solo fértil pra todo tipo de inspiração e não se limita ao que só uma escola tem a ensinar, mas abre-se para perceber a música como uma força ancestral e maior, “aquilo que é eterno“, diz Victor.
Cenário de Juiz de Fora 
Juiz de Fora consegue abrigar todos os estilos musicais e consegue fazer de todos um sucesso. Como diz Victor, “Juiz de Fora é uma mina de diamantes, no que diz respeito à música. Tem reggae, rap, choro, stonner, MPB, punk, forró. E tem tudo com muita qualidade!”.
Mas perguntados sobre o espaço para as novas bandas, o grupo acredita que ainda falta espaço e informação para que muita gente cresça. “É utopia achar que tão cedo o cenário vai ser “perfeito”. Mas o mais importante e que torna tudo possível: A galera independente local é cada vez mais unida e mais ativa. Se faltam portas abertas, a cena vai às ruas e dá show na praça“, conta o grupo.
Futuros planos da Mauloa
Com todo o trabalho produzindo o EP, o foco imediato da banda é concluir todos os trabalhos audiovisuais que já estão sendo feitos. Aliás, Victor afirma que tem muita coisa maneira vindo por aí, é só ficar ligado.
Depois disso, é só colocar a cara à mostra país a fora. “Estamos bem focados em circular com nosso som e apresentar no teti-a-teti o que somos. Algumas rotas já estão sendo traçadas, estamos nos organizando e logo pegamos estrada, esse é o foco”, afirma Victor.
E sim: eles já tem plano para gravar um próximo trabalho, mas Victor conta: “esse assunto é mais ali para frente“.
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